*POSTO KOBAN NORTE*


08/01/2012


 

Agenda (clique para ver mais eventos)
14/01 - São Paulo - SP
Palestra e VídeShock no AnimeDreams
O Fim do Mundo Está Chegando!!!

Como todo mundo já sabe, 2012 é o ano do fim do mundo e, mais precisamente, tudo acabará dia 21/12/2012.
Se será meteoro, alinhamento dos planetas, tsunami, invasão de E.T., apocalipse zumbi ou sabe-se lá que diabos não interessa, a verdade é que todo mundo está com os dias contatos e nós do Mundo Canibal já começamos a nos preparar pra isso.
Como?
Durante o ano de 2012 vamos chutar o pau da barraca no nosso conteúdo e preparar o último e mais sem noção vídeo que entrará no ar no dia 20/12/2012 as 23:55h.

Moral da história:
Se é pra morrer, que seja sorrindo!

Até mais e nos vemos no inferno!
Contagem Regressiva para o Fim do Mundo:
Dias:
347
Horas:
23
:
Minutos:
34
:
Segundos:
13
14

Fábrica de Quadrinhos - 2011 Todos os direitos reservados - Contato: Fábrica de Quadrinhos - Mundo Canibal

Reportar Bug/Erros - Site desenvolvido por: Eduardo Ciciliato

Chat Inimizade (13)

Escrito por sempre um passo! às 00h27
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18/08/2011


UOL Busca http://www.youtube.com/watch?v=7mV-faH5qNo&feature=player_detailpage#t=13s

Escrito por wagner novais sempre um passo! às 14h55
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27/05/2011


Sem dúvidas, uma das situações mais tensas no serviço policial é a realização de uma abordagem, popularmente conhecida como “baculejo”. Seja pela truculência dos policiais ou pela resistência do abordado, o fato é que dificilmente a população entende que esse procedimento é essencial no nosso trabalho.

Geralmente encaram tal situação como um desrespeito e ofensa à dignidade e aos direitos do cidadão. Como diz o velho ditado: “polícia de perto incomoda e longe faz falta“. Ou seja, todo mundo quer que a polícia trabalhe de maneira enérgica, desde que não seja você o incomodado (pimenta no dos outros…). Pensando nisso, resolvi esclarecer algumas dúvidas sobre os direitos  que as pessoas têm durante uma abordagem policial e também explicar o porque certas condutas são aplicadas, desmistificando alguns procedimentos frequentemente confundidos com abuso de autoridade, despreparo ou violência policial, além de dar uns conselhos – de amigo, nada oficial – sobre como proceder nesse momento tão crítico.

Em 2008, o Governo Federal divulgou um folheto sobre como se comportar durante uma abordagem policial, que foi devidamente explorado pelo Danillo Ferreira em seu blogue. Vejamos os principais pontos, seguidos de pequenos comentários desse que vos escreve:

O que fazer quando for abordado pela polícia?

- Fique calmo e não corra; Quem não deve, não teme
- Deixe suas mãos visíveis e não faça nenhum movimento brusco; Lembre-se que os policiais também estão sob pressão
- Não discuta com o policial nem toque nele; Qualquer ação pode ser interpretada como resistência
- Obedeça estritamente o comando do policial; E tudo acabará bem se você não cometeu algum crime
- Não faça ameaças ou use palavras ofensivas. Resistir só piora as coisas

Ao ser abordado você tem direito a…

- Saber a identificação do policial; Observe o nome na farda e/ou número na viatura
- Ser revistado apenas por policiais do mesmo sexo que você; O Artigo 249 do CPP abre exceções, mas dificilmente algum policial arriscará cometer um abuso desse tipo
- Acompanhar a revista de seu carro e pedir que uma pessoa que não seja
policial a testemunhe; Mesmo sem testemunhas acompanhe a busca, mas aguarde a permissão do policial
- Ser preso apenas por ordem do juiz ou em flagrante; Recebeu voz de prisão é melhor não reagir, pois se for necessário utilizarão a força
- Em caso de prisão: não falar nada além de sua identificação, e de avisar
sua família e seu advogado; Na delegacia tudo se resolve
- Não ser algemado se não estiver sendo violento ou tentando fugir da
abordagem. Discordo nesse ponto, uma vez que é impossível prever a intenção de alguém detido pela polícia. As algemas garantem a segurança dos policiais, de terceiros e até mesmo evita confrontos desnecessários com o detido. Vai de cada policial adotar ou não as “pulseiras”, caso ele queira algemá-lo é melhor aceitar

Agora vamos para o que acontece na prática. Policial não tem bola de cristal, por mais que ele tenha o tirocínio apurado é impossível ter a certeza que um suspeito está em flagrante delito, nem tampouco prever a reação do abordado. Por isso, partimos da premissa que a NOSSA SEGURANÇA ESTÁ EM PRIMEIRO LUGAR. Entenda porque cada ordem deve ser executada sem questionamento.

Mãos na cabeça. Quando mandamos alguém por as mãos na cabeça é mão na cabeça e ponto. Não se pretende humilhar o cidadão, o objetivo é evitar qualquer reação ofensiva, já que a maneira mais provável de tentar isso seja utilizando-as. Atenção! Levá-las ao bolso (para mostrar os documentos) pode desencadear uma resposta ainda mais hostil por parte dos policiais (trabalha-se com a hipótese de que uma arma pode ser sacada).

Abra as pernas. Não, nós não pretendemos realizar algum fetiche sexual. O que queremos é verificar se o abordado não escondeu algo ilícito (armas, drogas ou produto de roubo) em baixo de suas partes íntimas, entre outros locais. As pernas abertas também dificultam uma possível reação do abordado, que perde um pouco do equilíbrio para correr ou chutar o policial. Também não estranhe se mandarem ficar de joelhos ou até mesmo deitar no chão. Somente quem está abordando sabe a real necessidade (o risco que corre) de chegar a esse extremo. Aliás, isso é prática aprovada pelos órgãos defensores dos Direitos Humanos.

Pela minha pouca experiência percebi que as pessoas enquanto abordadas seguem um ciclo. Primeiro se negam a colaborar, normalmente com frases “Eu não sou vagabundo pra ser revistado” ou “Vá prender ladrão ao invés de perseguir cidadão de bem”. Sem efeito, apelam para a intimidação “Você sabe com quem está falando?” ou “Eu vou tirar a sua farda” e ainda aquele “Sou amigo/irmão/primo do coronel/delegado/vereador fulano de tal”. Igualmente ineficaz e já tornado algo que poderia ser simples em uma situação irreversível tentam sensibilizar o policial com “Por favor, eu sou trabalhador. Me libera aí”. Sem sucesso apelam desesperadamente para o suborno com “Não tem uma maneira de resolvermos isso por aqui mesmo?”.

Sabendo disso, o principal conselho que dou a todos que me perguntam sobre o assunto: COLABORE! Os policiais estando certos ou não. Você estando certo ou não. É muito importante colaborar para pelo menos “minimizar problemas” e se por ventura se sentiu prejudicado procure posteriormente a Ouvidoria de seu Estado. Contudo, muito cuidado ao fazer denúncias, tenha certeza de que realmente houve excessos, pois você poderá prejudicar pessoas honradas que somente estavam cumprindo com o seu dever.

Abaixo um video de como uma simples abordagem rotineira se tornou uma grande complicação e vexame para um dito “cidadão de bem”.

Tudo porque ele não quis colaborar.

Escrito por wagner novais sempre um passo! às 21h12
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Escrito por wagner novais sempre um passo! às 21h12
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Escrito por wagner novais sempre um passo! às 21h03
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Escrito por wagner novais sempre um passo! às 21h03
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Escrito por wagner novais sempre um passo! às 21h02
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18/09/2010


Escrito por wagner novais sempre um passo! às 19h28
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http://portaldepaulinia.com.br/images/stories/marco-10/pm_mg.jpg

Escrito por wagner novais sempre um passo! às 19h24
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22/09/2009


GRAÇA A DEUS !!! VIDA NOVA

MINHA VIDA RECOMEÇA AQUI.....

CANÇÃO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS. (PMMG)

Letra : Coronel PM Doutor Saul Alves Martins.
Música: Coronel PM Egídio Benício de Abreu.

I
Filhos de Minas,
erguendo a voz,
anos após
anos, lutaram
pelas doutrinas
que eles sonharam.
Rememoremos
os sacrifícios
desses patrícios
desassombrados.
Fortes marchemos,
eia, soldados!

Os passos desses heróis
são faróis
que segurança nos dão
e razão,
*(nós) seguiremos e cada vez mais
paz queremos em Minas Gerais.


II
De iguais misteres,
com a mesma história,
somos a glória,
os descendentes
do bravo alferes,
o Tiradentes.
No sangue temos
a nobre herança,
toda a pujança
dos conjurados.
Fortes marchemos,
eia, soldados!

Os passos desses heróis
são faróis
que segurança nos dão
e razão,
*(nós) seguiremos
e cada vez mais
paz queremos em Minas Gerais.

III
Somos a aurora,
rútila chama,
luz que derrama
felicidade,
brados de outrora,
paz , liberdade.
Por isso honremos
nossos varões,
pelas ações
já consagrados.
Fortes marchemos,
eia, soldados!

Os passos desses heróis
são faróis
que segurança nos dão
e razão,
*(nós) seguiremos
e cada vez mais
paz queremos em Minas Gerais.

Escrito por wagner novais sempre um passo! às 21h19
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17/10/2008


confronto vexame


ADEPOL : Paralização Nacional
Enviado por adepol em 17/10/2008 13:50:00 (106 leituras)

 

Sr. Presidente,
Com este consulto vossa excelência a possibilidade dessa conceituada entidade em parceria com demais estados e esta adepol fazer, uma paralização nacional no próximo dia 29 do corrente mês e ano entre 14h e 16h com ampla divulgação na midia, objetivando  colocarmos a pec 549/2006 em votação e aprovação o mais rápido possível.

e  também  em apoio pela movimentação grevista dos  policiais civis do estado de são paulo.

aguardo manifestação conclusiva de vossa excelência, por telefone ou e-mail informando a sua posição.

atenciosamente,

Escrito por wagner novais sempre um passo! às 18h01
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16/10/2008


16/10/2008 - 16h15

Tropa de choque da PM entra em confronto com policiais civis em greve em SP

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Atualizado às 19h31

Policiais civis entraram em confronto com policiais militares na região da rua Padre Lebret, no bairro do Morumbi, zona oeste de São Paulo, no final da tarde desta quinta-feira. A Polícia Civil, em greve há um mês, realizava passeata de protesto no local para pressionar o governo do Estado a retomar as negociações pelo fim do movimento.

Veja imagens do confronto


Os manifestantes tentaram chegar ao Palácio dos Bandeirantes -sede do governo paulista-, mas foram impedidos pelo cordão de isolamento da Tropa de Choque da PM. Soldados reprimiram a passeata com o uso de bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha.

Ao menos 22 pessoas ficaram feridas, sendo uma delas um cinegrafista de uma emissora de televisão, e um policial militar. O hospital Albert Einstein informou, por meio de sua assessoria, que 12 feridos deram entrada no pronto atendimento, mas que o quadro de saúde deles é "estável". Uma das vítimas já foi liberada. No hospital Itacolomy, outras cinco pessoas foram atendidas: quatro já foram liberadas e uma está sob observação, mas passa bem. E no hospital São Luiz mais cinco foram atendidas; todas já receberam alta.

Segundo informações preliminares da Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado de São Paulo, havia cerca de 5.000 policiais na manifestação.
  • Reprodução de vídeo/BandNews

    Tropa de Choque da PM e policiais civis entraram em confronto na região do Morumbi, na zona oeste

  • Reprodução de vídeo/BandNews

    Carros da PM e a cavalaria foram acionados; houve confronto entre policiais e manifestantes

  • Reprodução de vídeo/BandNews

    Policiais civis tentaram passar pelo cordão de isolamento da PM para chegar ao Palácio dos Bandeirantes


Segundo nota do Palácio dos Bandeirantes, o confronto começou no momento em que o comando grevista aceitou proposta do governo estadual de enviar um representante ao local onde estava concentrada a manifestação para receber um documento com a posição dos manifestantes.

Em entrevista ao SPTV, da TV Globo, o governador de São Paulo, José Serra, criticou a manifestação dos policiais civis. "A maneira de fazer reivindicação não é pegar armas que estão destinadas ao enfrentamento de bandidos e apresentar em manifestações. É um movimento, enquanto movimento armado, absolutamente ilegal", disse, acusando os policiais civis de usar armas do Estado.

O trânsito ficou complicado na região do Morumbi e a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) pede que os motoristas evitem circular pelo local.

Área de segurança
O governo do Estado divulgou uma nota dizendo que a ação da PM se deve ao fato de a área que circunda o Palácio dos Bandeirantes ser considerada de segurança.

"As vias públicas situadas ao redor do Palácio dos Bandeirantes, sede do Poder Executivo Estadual, são consideradas pela Resolução SSP (Secretaria de Segurança Pública) 141, de 20/10/1987, Área de Segurança. Por esse motivo, todas as manifestações populares programadas para esses locais são obrigatoriamente desviadas para áreas próximas, que não se encontram na zona delimitada pela resolução, que abrange as avenidas Morumbi e Giovanni Gronchi e as ruas Combatentes do Gueto, Rugero Fazzano e Padre Lebret", diz a nota.

Cordão de isolamento
Por volta de 15h15, as lideranças do movimento grevista anunciaram aos manifestantes que o governo havia concordado em receber uma comissão dos grevistas. Os policiais, entretanto, seguiram em passeata. Os militares fizeram um cordão de isolamento tentando impedir o avanço.

Policiais pedem saída
de secretário

Após confronto com PMs, policiais civis em greve mantiveram um protesto no Morumbi e, a exemplo de manifestação anterior, voltaram a pedir a saída do secretário da Segurança, Ronaldo Marzagão


Com greve "não há acordo"
Em evento no início da tarde no Memorial da América Latina, o governador José Serra (PSDB) reafirmou que a posição do governo em relação ao movimento é de que não há acordo com greve, segundo a Folha Online.

"Gostaríamos de um acordo, mas com greve o acordo não é viável. Negociações em greve não são viáveis. O governo fez sua proposta clara, está disposta a mandar para a Assembléia Legislativa dentro das possibilidades existentes", afirmou Serra

Escrito por wagner novais sempre um passo! às 20h04
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07/08/2008


STF condena uso excessivo de algemas

Por unanimidade, STF condena uso excessivo de algemas

*****************BANDIDO TEM QUE SER TRATADO COM CARINHO?????????********************************
 

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira proibir o uso abusivo de algemas. Por unanimidade, os ministros concluíram que as algemas devem ser utilizadas apenas em casos excepcionais ou quando há ameaças ao acusado, ao policial ou outras pessoas. A decisão envolveu uma ação específica, mas poderá servir como recomendação para outras situações semelhantes.

O ministro-relator Marco Aurélio Mello --da ação ingressada por um réu condenado por homicídio em Laranjal Paulista (SP), que critica o fato de ter sido algemado durante todo o período que durou o tribunal de júri --entendeu que houve abuso no uso de algemas no caso do denunciado.

O relator sugeriu também que fossem enviadas cópias da decisão para o ministro Tarso Genro (Justiça) e os secretários estaduais de Justiça para fixar a "tese de excepcionalidade" do uso de algemas. O ministro Cezar Peluzo disse ainda que poderia ser editada uma súmula --definindo que terá efeito vinculante.

Houve um intervalo na sessão e os ministros, no retorno, definirão se terá ou não efeito vinculante --obrigando que todos os tribunais sigam essa mesma decisão.

O julgamento do caso de Laranjal Paulista gerou um debate no plenário da Suprema Corte. Apesar de a ação tratar de uma situação específica, os ministros deverão definir ainda nesta quinta se a decisão poderá ser tomada como uma espécie de jurisprudência (referência) para outros processos semelhantes.

A discussão foi acirrada nos últimos dias em decorrência das várias críticas sobre a prisão dos envolvidos na Operação Satiagraha, realizada pela Polícia Federal. Na prisão dos acusados, o banqueiro Daniel Dantas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta foram filmados e fotografados com algemas.

O presidente do STF, Gilmar Mendes, disse nesta quinta-feira que o julgamento era fundamental porque trata do " princípio da dignidade da pessoa humana". Segundo ele, não há dúvida alguma de que o tribunal deveria se pronunciar sobre o assunto.

Escrito por wagner novais sempre um passo! às 19h06
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13/07/2008


EM BREVE AQUI !!! PMTUBE-BELO HORIZONTE- BY SOUZA

Escrito por wagner novais sempre um passo! às 11h53
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ECA ?

Em 18 anos, ECA reduziu mortes e ampliou educação

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que atinge sua "maioridade" neste domingo, ao completar 18 anos, conseguiu nesse período, a partir da exigência de políticas públicas voltadas à juventude, reduzir em 45% a taxa de mortalidade infantil e ampliar para 98% o índice de acesso à educação pública. Em contrapartida ainda não foi capaz de minimizar a falta de atuação do poder público e tem sido acusado de proteger menores delinqüentes e prever regras de universalização de benfeitorias dificilmente aplicáveis em países em desenvolvimento, como o Brasil.

» 16 mil cumprem medidas educativas
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"Não é uma lei para a Suíça. O principal objetivo de uma legislação como o Estatuto é modificar a realidade brasileira, e não se adaptar à realidade. Somos da área jurista mais progressista e a realidade precisa se adaptar ao ECA", avalia o conselheiro do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Ariel de Castro Alves.

O ECA prevê, entre outros pontos, que nenhuma criança ou adolescente será alvo de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, estabelece a criação de conselhos tutelares e varas especializadas em Direito da juventude, além da universalização de creches e escolas públicas.

"Com certeza temos hoje a melhor legislação do planeta. O que nós temos em contrapartida é a pior prática. O defeito não está na lei. É uma constituição legislativa especial. O defeito está nos executores da lei, no Legislativo, no Executivo, no Judiciário e no Ministério Público", acredita o desembargador da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Siro Darlan.

Para o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, o ECA representa um conjunto de normas "de natureza protetiva e preventiva", adotado em substituição ao "autoritário e centralizador" Código de Menores. Editada na década de 1970, essa legislação, explica Mendes, "resumia-se a segregar menores em situação irregular com base na ideologia de punir por punir seus carentes e abandonados".

"O inoperante código (de Menores) protegia, reprimindo na forma de intimidação ostensiva aos inadaptados, infratores, vigiava apartando e isolando", observa Mendes. "A um só tempo (o ECA) preencheu as lacunas surgidas diante da exigência de um novo contexto social e viabilizou avanços significativos no tocante a políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social bem conduzido dos jovens", comenta o presidente do STF.

A entrada em vigor do ECA, em julho de 1990, foi responsável, por exemplo, por tirar do trabalho em olarias de Palhano (CE) o então menino Zeca, hoje o conselheiro tutelar José Valmir Gomes. Abandonado pela mãe com apenas 16 dias de vida, Zeca foi adotado por outra família, mas, após a morte dos pais, teve de trabalhar, ainda criança, para completar a renda da avó. Hoje, no segundo mandato como conselheiro tutelar, Gomes trabalha pela erradicação das violações aos direitos das crianças em Palhano.

Apesar das conquistas do ECA nos últimos 18 anos, o Sistema de Informação para a Criança e o Adolescente (Sipia) registrou, de 1999 a 2008, 600 mil casos de violência doméstica contra menores, sendo mais de 300 mil cometidos pelos próprios pais. A cada 10 horas, aponta o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), uma criança de 0 a 10 anos é assassinada. São 16 por dia.

"A maioridade do ECA significa também maturidade, que a família seja madura, que o poder público aplique a lei, que o poder administrativo priorize em sua pauta políticas que favoreçam as crianças", defende Siro Darlan.

A criação de conselhos tutelares, uma das determinações do ECA, foi em sua maior parte cumprida, mas apenas para garantir que a União não deixe de repassar recursos obrigatórios para os municípios, acredita Ariel de Castro Alves. "Cerca de 90% dos municípios têm conselhos tutelares, mas muitos criam só por forma, porque o governo não repassa recursos para municípios que não tenham conselhos. Existem cidades em que o conselho se reúne em praça pública porque sequer tem sede para se reunir", afirma.

"As varas especializadas e promotorias da infância foram criadas, mas os promotores também são promotores criminais, são também os que fiscalizam presídios. Não é uma vara especializada da criança e do adolescente. É preciso uma melhor estrutura das varas e promotorias", critica Castro. "Tem local em que o conselheiro tutelar ganha R$ 70. É inadmissível que o conselheiro, que tem que se dedicar integralmente (ao trabalho), ganhe uma gorjeta".

A subsecretária de Direitos da Criança e do Adolescente da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Carmen Oliveira, admite que ainda existem muitos problemas a serem resolvidos para que o ECA seja plenamente cumprido. "Em síntese poderíamos dizer que o ECA está longe de ter atingido a maioridade. Não significa que chegamos a um estágio considerado satisfatório", diz Carmen.

É inquestionável que 18 anos é insuficiente para implementar algumas dificuldades. A população de crianças e adolescentes é muito grande, são 62 milhões delas, o que representa a população total de um país europeu. É a maior população infantil das Américas, e nós no Brasil temos uma história secular de desigualdades", avalia.

Educação e saúde de qualidade
Apesar da universalização da educação nos últimos 18 anos, a qualidade do ensino público oferecido no país ainda é muito questionada pelos idealizadores do Estatuto da Criança e do Adolescente. "Temos alguns nós a desatar, a começar pelo direito à educação. Os avanços são muito tímidos. A melhor coisa foi melhorar o acesso à educação, estamos próximos à universalização do acesso, com 98%, mas o maior desafio se refere à qualidade do ensino. Isso, nesse momento, é crucial", acredita Carmen Oliveira.

"Tivemos os avanços na educação (nesses 18 anos), pelo menos ao acesso ao ensino, mas a qualidade é extremamente baixa", completa o integrante do Conanda, Ariel de Castro Alves.

As metas de redução da mortalidade infantil e o atendimento médico e hospitalar para crianças e adolescentes, também um dos pilares do ECA, têm sido aperfeiçoadas ao longo dos 18 anos, mas o Brasil, com atuais 23 mortes a cada mil nascidos vivos, ainda está a léguas de distância de países como Cuba, com sete mortes a cada mil, ou o Japão, com três óbitos por grupo de mil.

A despeito dos avanços na área de Saúde, o Brasil ainda registra casos como o da Santa Casa de Misericórdia do Pará, por exemplo. O número de mortes de bebês na instituição já ultrapassa os 260, desde o início do ano.

Escrito por wagner novais sempre um passo! às 11h04
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